Netflix parte 3- a missão

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Caras pessoas

 

Esse  texto foi escrito por um leitor aqui do blog, o dbarros,  há muitos e muitos meses pra que eu mostrasse a vocês uma outra opinião sobre a Netflix. Sabe como é, eu sou legal, quero mesmo ajudar as pessoas a tomar suas decisões e de quebra ainda poupar algum trabalho aos trolls que acham que eu trabalho pra Netflix. Peço desculpas por ter demorado tanto, mas é que eu tava mesmo sem movimentar esse blog por bastante tempo. Aproveitem que o texto é bem legal, e qualquer coisa já sabem, é só comentar 🙂

 

 

Bom dia à Camila e leitores,

Minha experiência com o Netflix Brasil durante o mês gratuito é a seguinte:

Tentarei ser o mais imparcial possível, pesando os prós e os contras. Eu tinha escrito um comentário mais “ácido” a respeito do serviço Netflix Brasil, mas vou tentar fazer uma crítica construtiva e otimista, pois tudo isso que estamos vivendo agora é o começo do fim de uma longa era da ditatura televisiva.

Realizei testes em duas plataformas – blu-ray player e computador, em dias diferentes, com conexão ADSL de 4Mbit (download) / 700kbit (upload), com a banda completa disponível. As experiências foram as mesmas nas duas plataformas. Os testes foram realizados com conexão wi-fi e cabeada.

—– Prós do Netflix —-

– Fim da ditadura da TV aberta e TV paga

Quando um serviço como Netflix está disponível ao “mortal”, o usuário se acostuma fácil com a forma de escolher assistir o que quiser, quando quiser. Isso é a TV do futuro, e, consequentemente o início do fim do modo de fazer a TV convencional, em que transmissoras decretam o que você assiste.

– Preço acessível

Acho que de todas as contas que temos que pagar, R$ 16,90 é bem menos que muita conta que pagamos no dia-a-dia. No entanto, eu acho que o preço devia ser uns R$ 5,00 – R$ 9,00, pela pobreza do catálogo.

– Conveniência

Com certeza você já teve essa sensação: o sábado não rendeu nada, e a preguiça alcançou níveis tão extremos que nem mesmo baixar um torrent você se dá ao trabalho… quem dirá então, vestir uma roupa e ir até a locadora procurar “o que sobrou do sábado a tarde”. Você tem a conveniência de simplesmente ligar sua TV e assistir algo que já está ali pronto pra ser visto.

– Mês gratuito

Considerando que você pode utilizar 1 mês para verificar sua experiência, trata-se de um serviço honesto. Você precisará de um cartão de crédito, e caso você esqueça-se de cancelar sua conta, será cobrado. Eles já devem saber que a experiência de usuário para usuário pode variar muito. Por isso que este mês é oferecido gratuitamente.

– Streaming consistente

Dos filmes que assisti, foram pouquíssimas vezes que a qualidade da imagem transitou de boa para regular/ruim, devido a algum gargalo na rede externa. Pelo menos aqui em casa, a performance do Netflix foi aceitável e boa.

—- Contras do Netflix —-

– Filmes codificados com baixa qualidade

O leitor poderá conferir o filme “Olhos Famintos (Jeepers Creepers, 2001)” para constatar que independente da conexão, a qualidade nem sempre é garantida. O filme estava extremamente escuro, sem brilho. Isso é problema do arquivo transmitido. Alguém codificou o filme “nas coxas”, devendo ter alterado algumas configurações na hora da criação do vídeo.

– Legendas atrasadas ou fora de sincronia

O leitor poderá conferir “Pulp Fiction, 1994” para saber o que eu estou falando. Em um filme de Tarantino, que geralmente é abarrotado de diálogos, não há paciência que resista com certo atraso na legenda. Foram vários os filmes com a legenda fora de sincronia. Pesquisando um pouco os fóruns, descobri que este é uma reclamação constante dos usuários. Em geral, dá pra suportar o pequeno atraso, mas não em um filme com muito diálogo.

– Conteúdo em SD

Alguns títulos no catálogo estão em Standard Definition e em aspecto 4:3. Esses arquivos nem deviam estar disponíveis no sistema, na minha opinião. Simboliza retrocesso. Salvo os casos em que o filme só se encontre neste padrão. Notem que “O Viajante (The Traveler, 2010)” que é de 2010 e existe em Full-HD, está disponível somente em SD/4:3.

– Falta de conteúdo Full-HD

De todo o catálogo no Netflix Brasil, não encontrei nenhum filme marcado como “Full-HD” (1080p). Somente HD (720p).

– Catálogo fraco – a.k.a “OldFlix”

O apelido ganhou força. Quem vai assinar ao Netflix pensando que vai ver os últimos lançamentos do cinema ou Blu-Ray, pode esquecer. O catálogo brasileiro é pobre.

Depois de alguns dias navegando pelo catálogo, notei que a introdução de novos títulos é lenta. Não sei precisar em dias, mas em 1 mês de uso, reparei em apenas 2 “lançamentos”. Para o Netflix melhorar, deverá inserir muito mais filmes.

—- Conclusão —-

Se você tem 15Mbit em seu ADSL ou já desfruta de fibra ótica; não assistiu a maioria dos filmes que estão no catálogo e não se importe muito com um pequeno atraso nas legendas, chances é que você realmente goste do Netflix.

Mas caso sua conexão esteja abaixo de 5Mbit e você não tolere pequenas falhas do serviço, sendo extremamente exigente quanto à qualidade de imagem, definitivamente eu aconselho você a esperar mais um pouco.

O que podemos comemorar é o seguinte: o modelo da TV aberta e da TV paga estão com os dias contados. A TV do futuro é aquela em que o cidadão vê o que quiser, a hora que quiser. Não somos mais um público marionete que precisa aguardar um programa acabar para assistir a outro. Não precisamos mais enfrentar dezenas de comerciais, com volume digitalmente saturados para nos chamar a atenção a qualquer custo (olá, YouTube/Google!).

Pode acreditar: o modelo Netflix é o terror de qualquer televisãozinha aberta ou paga, como a Globo e Telecine (que é da própria Globo). Você realmente acredita que essa turminha monopolizadora quer que nós, brasileiros, tenhamos conexões de fibra ótica, com velocidades absurdas, desfrutando tudo de última geração? É óbvio que eles não querem.

Sabemos que está tudo de forma instantânea. Queremos serviços assim e estamos dispostos a pagar o preço. Eu sei que neste nosso país dilmista-lulista, ainda falta muita infraestrutura para suportar a carga de dados que gostaríamos de ter disponível. Melhores serviços de internet, melhor banda larga, melhor tecnologia abrirão uma avenida sem precedentes, que consequentemente irá quebrar os maiores interessados em nos manter no século 20.

Enquanto isso, eu vou cancelando minha assinatura. Pelo motivo do catálogo. Eu já assisti quase tudo o que tem no Netflix, nos anos anteriores. Reativarei quando as coisas mudarem, ou quando os concorrentes suprirem as necessidades.

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One thought on “Netflix parte 3- a missão

  1. Pingback: Vale a pena mesmo ter Netflix? A opinião de quem assinou (parte 1) | O filme da tarde

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