Mulheres gostosas quase peladas- Parte 1:Barbarella

Barbarella

Existem action girls cuja aparência física não faz tanta diferença pra trama, como a Katniss de Jogos Vorazes e Ellen Ripley de Alien. Há as que são competentes mas também gostosas, como a Viúva Negra de  Os Vingadores (e Homem de Ferro 2).

E existem as completas inúteis que só estão lá pra mostrar seus dotes físicos mesmo, como a Barbarella (Jane Fonda), estrela do filme homônimo, inspirado numa série de quadrinhos. E o fato de ser um personagem de soft porn nem é desculpa, já que até a Stripperella que é, enfim, uma stripper, inspirada na Pamela Anderson, tem lá seus dotes de super espiã.

Stripperella

Barbarella  juntou muito do que estava na moda nos anos 60: futuros distópicos, viagens espaciais, psicodelia e  muita mulher quase pelada. Acabou virando um retrato meio tosco do seu tempo, um 2001-Uma odisseia no espaço pornô-trash. Os dois filmes até estrearam no mesmo ano: 1968.

O arremedo de história é mais ou menos assim: num futuro bem futurístico, o presidente da Terra (!) envia sua melhor combatente (a própria personagem-título) pra encontrar e deter um cientista maluco que está desenvolvendo uma arma de destruição em massa em outro planeta, o que pode ameaçar a paz que a galáxia inteira já havia conquistado há muitos séculos.

O futuro do universo está nas mãos dessa moça. Aqui Barbarella na sua nave que é peludinha por dentro.

O futuro do universo está nas mãos dessa moça! Aqui Barbarella na sua nave, toda peludinha (a nave, a nave . 

Considerando que Barbarella não tem muitas habilidades guerreiras, é realmente uma sorte que ela seja tão bonita pra conseguir trocar por sexo qualquer coisa de que ela precise no meio do caminho. E olha que ela nem era muito fã da coisa até então, já que no nosso planeta, no futuro, todo mundo vai abandonar o jeito tradicional animalesco e selvagem pra contar com a ajuda de pílulas, o que torna tudo muito mais limpinho.

O filme prossegue num esquema meio Alice no País das Maravilhas: heroína avança, encontra personagem esquisito, conflito com esse personagem, resolução, e ela avança de novo. E Barbarella, apesar de supostamente ser uma pessoa treinada, não faz muita ideia do que está fazendo. Já no começo a nave dela quebra e ela nem imagina como consertar.

Logo em seguida é feita refém de crianças esquisitas, sendo atingida por uma bolinha de neve com uma pedra dentro. E ela nem tem como  oferecer a sua costumeira moeda de troca porque o filme faz apologia ao sexo livre, não à pedofilia. 

Se você tem uma tara especial por mulheres amarradas e atacadas por bonecas medonhas, esse é o seu filme.

E a bizarrice tá muito longe de parar por aí, já que a nossa heroína ainda vai tran… digo encontrar com muitos outros tipos: um anjo cego, um rebelde sugestivamente chamado Dildano, uma rainha sanguinária, e o próprio cientista que ela andava procurando, o Durand Durand (sim, isso mesmo, essa foi a inspiração pra aquela banda oitentista).

E ainda tem umas moças que literalmente fumam um cara (eu não consigo explicar, veja o vídeo aqui) e uma a máquina que dá orgasmos fatais. Ah, aqueles loucos anos 60.

Ainda bem que a Barbarella tem um figurino pra cada uma dessa ocasiões, e inexplicavelmente troca mais roupa que uma apresentadora de Oscar.

Aventura, aí vou eu

Aventura, aí vou eu

E esse é o meu favorito

E esse é o favorito dessa que vos escreve

Eu diria que se esse filme não fosse tão comprido e desconexo, sendo até meio chato às vezes, seria uma tosquice mais divertida de assistir. Mas ele tem um grande ponto positivo também: a própria Jane Fonda, que era e continua diva e linda até hoje. Pode ser que Barbarella ainda seja o filme mais associado a ela por muita gente, mas a mulher conseguiu fazer uma carreira,e ganhar dois Oscars. Sem mencionar os vídeos caseiros de ginástica.

E é só o carisma e o talento dela que impedem a Barbarella de ser totalmente uma boneca inflável de uma fantasia machista. Dá pra ver que a bichinha tá se esforçando pra dar alguma decência ao personagem.

A cena dos créditos de abertura, que inclusive é a única em que ela aparece realmente pelada, eu achei de um surpreendentemente bom gosto. Aliás não só eu, essa parte já é um clássico, virou clipe da Kylie Minogue e tudo. Um doce pra quem adivinhar como criaram esse efeito “gravidade zero”. A música também é bem bacana, não só desse trechinho como do filme inteiro.

Se Barbarella era passiva e uma eterna donzela em perigo, o mesmo não pode ser dito da nossa próxima moça gostosa quase pelada. Essa não foge de uma boa briga e não aceita desaforo de ninguém! Não perca a parte 2 dessa série com Elvira, a rainha das trevas.

Elvira

Anúncios

5 thoughts on “Mulheres gostosas quase peladas- Parte 1:Barbarella

  1. Pingback: Mulheres gostosas quase peladas (prólogo da série) | O filme da tarde

  2. Pingback: 10 motivos que fazem She-ra ser mais legal que He-man | O filme da tarde

  3. Ela troca de roupa?
    Ela aparece quase pelada o filme inteiro…. kkkkkkk ah, a época do amor livre, sem aids, sem camisinha… a mulher é quase uma máquina de transar kkkkk, tive que rir, né?
    Vi porque era cult, mas nossa senhora, nem tenho palavras para descrever o filme

    • Mas sabe que a Elvira é até bem feminista? Olha como o filme defende que uma mulher pode usar a roupa que quiser sem ser incomodada por homem nenhum. Ela sai de um emprego porque o patrão queria abusar dela e ela até começa briga com uns caras do bar. Elvira é diva ❤️ Era pra eu ter escrito o post sobre ela há meses, e o seguinte seria da Jessica Rabbit, mas a preguiça não deixou. Um dia eu termino.

Deixe seu palpite aqui. O poder é de vocês!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s