As coisas que eu aprendi blogando

Resolvi fazer um post de balanço. Porque eu sou agoniada. Porque hoje é meu aniversário e eu estou refletindo sobre a vida. Porque eu preciso acreditar que algo de útil se pode tirar desse mundo. Nem faz tanto tempo assim que eu tenho esse blog (comecei no final de agosto do ano passado e tornei público em outubro) mas eu sou pretensiosa, e já penso que posso te ensinar alguma coisa, cara leitora, caro leitor.

Seja agradável, e pense em mim como aquela criancinha que acabou de fazer uma pintura a dedo e você precisa mostrar empolgação e dizer como aquilo é incrível. Vai lendo aí e fazendo aquela cara de ” Muito bem! Que lindo!”

Mas vamos então ao que interessa, o que eu descobri/aprendi nesses meses: 

Que eu posso ter leitores do Yemen

Al_Hajjarah_Yemen

Aposto que você nem lembrava que esse país existia né? Pois ele está lá, firme e forme, ao sul da Arábia Saudita, com construções muito loucas como essa aí e praias lindas. Eu até pensaria em incluir como destino de férias, mas parece que eles tão com um governo de transição por lá, muitos problemas, violência demais, etc. Acho que até eu ter dinheiro pra ir a um lugar desses eles já conseguiram se tornar um país melhor.

Considerando que a língua oficial de lá é árabe, não sei muito bem o que vieram fazer nesse blog. Pode ter sido um brasileiro perdido, ou, o que é mais desestimulante e provável, alguém veio parar aqui por engano. E fechou a página assim que descobriu.

Que tem muita gente pensando em ir/mandar os filhos pra um colégio interno

E eu sei disso por conta das buscas a um texto que escrevi aqui sobre colégios internos na literatura. Só que não é o interesse cultural que move esse povo, e sim questões mais práticas. Existem colégios internos no Brasil? Eles aplicam castigos físicos de verdade? O que precisa fazer pra entrar? Pode namorar lá dentro?

Não pude ajudar nenhuma dessas pessoas, e acho até que contribuí pra que elas desistissem dessa ideia, já que só citei exemplos fictícios de gente que sofreu demais nesses lugares. E olha que até o Harry Potter entrou na dança.

Que os portugueses gostam de ler sobre Drummond

Toda a vez que eu dou olhada nos posts mais lidos do dia e vejo o que escrevi sobre Drummond e cinema,  é batata: só vai dar Portugal como origem dos visitantes. Pelo menos é uma boa notícia, mostra que os falantes de língua portuguesa gostam de prestigiar a literatura uns dos outros.

Que as pessoas têm uma relação toda especial com o Google

google vila sésamo

gente chama de oráculo na gozação mas tem gente que leva isso bem a sério. Tem quem faça perguntas elaboradas e grandes reflexões, como se realmente fosse ser respondido, e não direcionado a um monte de páginas aleatórias. E tem também as buscas incompreensíveis, o que me faz crer que o povo anda se confundindo e invertendo os papéis. São as pitonisas que têm que ficar doidonas, e não o contrário!

Ainda tenho planos de escrever um post só com as buscas malucas que vêm do Google, como os grandes blogs que eu conheço, mas ainda não tenho resultados o suficiente. Aqui vai uma amostra, tudo “sic”:

  • não havia brecha alguma, ainda que até este tempo não tinha post
  • símbolos do capeta
  • apelido para mim colocar no sitio do pica pau amarelo
  • valeu á pena chegar ate aki com minha família
  • compartilhar injustiça intrigas de pessoas pra o face
  • u quase sei a resposta mas ;p…. quem é esse ser magnifico ? 

Que escrever é realmente uma caixinha de surpresas

Eu confesso, às vezes pego os posts mais antigos daqui e dá até uma vergonhazinha de ter escrito. E olha que nem faz tanto tempo assim. Eu já sabia que a tendência era ir melhorando, e isso me dá até um estímulo pra continuar. Só espero que as pessoas tenham paciência e não resolvam me abandonar enquanto eu vou evoluindo. Tenho lido metablogs diariamente, eu juro!

Às vezes você se empenha num texto, acha que vai arrasar, e quase ninguém dá bola. Aí no seguinte você escreve qualquer coisa de qualquer jeito e faz o maior sucesso. É meio enlouquecedor, mas fazer o que?

Eu tinha bastante medo de ser criticada, de ficar exposta, sei lá. Tanto que por isso demorei de deixar o blog público. Engraçado como isso vai sumindo, tanto que até fiquei super feliz há algumas semanas quando recebi o primeiro comentário me esculhambando. Vai entender.

E o mais importante, aprendi a ficar pé no chão, a escrever de um jeito a ficar mais próxima das pessoas, como numa conversa mesmo. Só me resta descobrir como falar de um assunto sem a tentação de escrever linhas e mais linhas até esgotar tudo que eu tenho a dizer. Um dia eu aprendo isso também.

Que quando o Corinthians perde, a culpa é minha

(Não entendeu a piada? Clique aqui)

Que quando eu fico sem assunto, é só apelar pra uma lista 🙂

E você aí, tem blog? Costuma ler algum diariamente, semanalmente? O que mais te irrita? O que você espera encontrar?

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3 thoughts on “As coisas que eu aprendi blogando

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