Pequenos blogs, grandes crises

O Iluminado- All work and no play

Já faz quase uma semana que eu tento escrever um post e não consigo. Não é nem por falta de ideias, já tive várias, mas não consegui desenvolver nenhuma. De repente parece que todos os assuntos que eu possa pensar em escrever viraram grandes bobagens. Daí resolvi ser supercriativa (só que não) e falar do meu próprio bloqueio, já que isso parece ter funcionado pra tanta gente, principalmente nos filmes.RetroSecretary

Quando resolvi fazer esse blog, em agosto do ano passado, era pra ser uma coisa só minha. Claro que eu alimentava esses delírios de virar uma blogueira famosa, de ter milhões de visitas, pessoas comentando aos montes e minha própria legião de trolls que dedicariam suas vidas a me odiar.

Mesmo assim, eu fiz mais pra me estimular a escrever, pra que eu não perdesse o ritmo e a vontade, e pudesse construir alguma coisa nessa fase da minha vida em que todos os grandes projetos parecem dar com os burros n’água.

Escolhi um design bonitinho e lá fui escrever sobre cinema, pensando só em agrupar as bobagens e coisas engraçadinhas que eu sei sobre o assunto, além de registrar as minhas opiniões sobre os filmes que eu ia assistindo.

Modéstia à parte, minha memória é uma das melhores que eu conheço, eu tenho um imenso apego a ela e sofro demais quando não funciona e eu acabo esquecendo de alguma coisa. Se eu pudesse, teria mantido um diário desde o momento em que fui alfabetizada até hoje, registrando todas as pequenas coisas que iam me acontecendo. O problema é que eu detesto fazer diário.

Nada pode me parar hoje. Exceto pelo meu hábito de procrastinação, seguido por uma desesperadamente longa sessão de auto-depreciação e culpa.

Nada pode me parar hoje. Exceto pelo meu hábito de procrastinação, seguido por uma desesperadamente longa sessão de auto-depreciação e culpa.

Mesmo assim, resolvi investir nesse blog, e fazer com que ele fosse tão legal quanto eu tinha pensado que seria. Quando eu estou entre amigos, conhecidos, ou melhor ainda, entre semi-conhecidos, eu acho que consigo ser bastante divertida.

Aqui em casa, pode perguntar pro meu marido, eu sou praticamente um Woody Allen. Eu costumo me entreter tanto relendo e-mails que já escrevi que é uma pena que eu não possa sair mostrando pra todo mundo, já que contêm informações confidenciais de outras pessoas.

keep-calm-writeConsiderando isso tudo, achei que seria fácil postar diariamente coisas relevantes, agradáveis e que me me convencessem de que eu escrevo bem. O chato é que não foi bem assim.

Não sei ser por um resquício do hábito de escrita acadêmica, se por inibição ou por não ser tão capaz como eu achava, até agora eu não consegui me reconhecer totalmente em nenhum dos textos que já escrevi aqui. Eu sinto como se eles fossem meio falsos, como se  tivessem sido escritos por um dublador de Sessão da Tarde que teve acesso aos originais na minha cabeça.

Pra piorar, a partir do momento em que eu tornei o blog público, eu passei a me preocupar também com as pessoas que estavam lendo. Mas eu não faço ideia do que elas estão pensando, já que não há muitas dessas criaturas iluminadas que se dispõem a comentar.

Será que meus textos imensos são tão chatos que ninguém chega a ler até o final? Ou ninguém acha graça do que eu escrevo? Tudo o que eu tenho é o contador de visitas do wordpress, que eu atualizo a cada nanossegundo, mas ele só tem me dado tendinite, não respostas.

É trágico e engraçado como escrever um blog desperta o lado mais paranoico e carente das pessoas. Minha vontade é de sair por aí, nos sinais, nas esquinas, nos ônibus, implorando a todo mundo pra ler o que eu escrevo, no maior estilo ” não tô matando, não tô roubando”.

Ou de mandar spam pra todos os usuários do google, do facebook, da internet inteira, pedindo pelo amor de Deus, deem uma chance pro meu blog. Eu estou até tendo alucinações visuais com a caixinha de comentários do wordpress, que volta e meia me parece laranja (o que acontece quando alguém escreve).

garfield-blog

O John é que me entende

Não sei se essa situação de visitas/comentários vai melhorar muito de agora em diante, mas acho que estou quase resolvendo o problema de não ter o que escrever. Blogar é um negócio tão maluco, complexo e até meio frustrante que dá pra preencher linhas e linhas só com reclamações e relatos desenganados. Olha só o quando deu pra escrever só hoje!

Mas você leitor, tem o poder de transformar isso tudo. Veja como eu vou sentir se você comentar nesse ou em qualquer outro post.

cantandonachuva

MammaMia

charlie-golden ticket

Aguenta mais um pouco de mimimi? Então veja também:

Confissões de uma Itabunense no cinema

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21 thoughts on “Pequenos blogs, grandes crises

    • Não é? Às vezes chega a dar um desespero de tantas vezes que escrevi alguma coisa, apaguei, e depois não soube o que colocar de volta. Uma técnica que eu tenho usado, e que pode parecer meio maluca, é conversar comigo mesma como se eu fosse duas pessoas, rs. Aí Eu1 pergunta, Eu2 responde, as duas conversam, e o que sai, eu escrevo.

    • Ah, mas aí é bem mais fácil de resolver,rs. Só umas palavrinhas de incentivo, uma ou outra coisinha engraçada, ou mesmo só um ” adorei, vou vir aqui sempre” que tem o poder de deixar qualquer blogueiro feliz 😀

  1. Acebei de ler até o fim! e achei bem legal, acho massa quando alguém escreve e consigo imaginar a pessoa falando.
    Estava com vontade de ler sobre os filmes, mas quando vc falou que tudo que havia escrito era falso e ruim, perdi a vontade… sério! rsrs
    Mas vou fazer um esforço, se eu gostar te falo! Boa sorte!

    • Hahahaha eu e minha boca grande fazendo propaganda negativa! Mas pode dar um desconto Layanna, esse texto eu escrevi num dia ruim e de desesperança, agora tudo voltou ao normal 🙂 Mas aproveitando, confere lá os outros textos e me conta o que achou. Se for ruim, escreve na página de “contato”, rs.

  2. UaU, não sabia que um blog poderia se tornar algo assim, tão complexo. Foi bom ter lido seu “relato”. Não fazia ideia que blog seria algo tão intenso.
    Interessante.

    • Pior que dá trabalho mesmo, ao menos do jeito que eu faço. Mas esse texto foi de uma outra época, quando eu me dedicava mais, e tinha mais tempo 🙂 E tem a dose de drama também, como tudo que eu escrevo hahaha. Beijo, Rebeca 😉

Deixe seu palpite aqui. O poder é de vocês!

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